O novo drama romântico da Netflix, "Meu Ano em Oxford", estrelado por Sofia Carson e Corey Mylchreest, tem arrancado lágrimas e dúvidas do público. Após um final visualmente ambíguo, muitos ficaram se perguntando: Jamie morreu ou não?
"Sim, ele morreu", cravou Corey Mylchreest, que além de interpretar Jamie, também assina a produção do longa. Em entrevista à Entertainment Weekly, o ator foi categórico:
"Ele morreu. E é melhor assim."
Embora compartilhem o mesmo título, o filme e o livro seguem caminhos diferentes inclusive com mudanças significativas nos nomes dos personagens e no desfecho da trama.
A autora Julia Whelan faz questão de esclarecer: o longa da Netflix não é uma adaptação direta do livro. "Não assista para ver o que mudaram... assista para ver o que eu mudei", disse Whelan em tom bem-humorado à revista Woman's World.
O longa acompanha Anna, uma jovem americana que se muda para Oxford para estudar poesia e acaba se apaixonando por Jamie, um professor carismático que esconde um diagnóstico terminal de câncer. No livro, o desfecho é mais suave, com espaço para esperança e interpretações.
Já no filme, mesmo com uma edição que pode deixar dúvidas no ar, a equipe criativa fez questão de deixar claro: Jamie morre, sim. Segundo Corey Mylchreest, manter o personagem vivo depois de tudo o que ele defende ao longo da história seria contraditório: "Seria incoerente ele falar sobre viver cada momento intensamente e, no fim, continuar vivo."
Além de protagonista, Sofia Carson também atuou como produtora do filme e contou que outras versões do final foram testadas. Em uma delas, Anna aparecia sozinha, lidando com o luto de forma mais introspectiva. Mas, segundo ela, essa abordagem acabava "quebrava demais o ritmo emocional" da narrativa.
A decisão, então, foi terminar com uma mensagem de luz — não focar apenas na perda, mas sim no que os personagens viveram juntos. "Queríamos encerrar com esperança. Mostrar o amor que existiu entre eles", disse a atriz.
No lugar do adeus definitivo, o filme investe em flashbacks emocionais, que reforçam a intensidade da conexão entre os dois e deixam o espectador com aquela mistura de dor e beleza. "Queríamos deixar o público com uma mensagem de luz e esperança", conclui Sofia Carson.
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